domingo, 17 de agosto de 2008

UNIVERSO DOS ELEMENTAIS


Quem são os Elementais?
São energias espirituais que habitam

os elementos da Natureza:
TERRA ÁGUA FOGO AR
gnomos

ondinas
salamandras
silfos

O Universo é cheio de energias, entre elas, os humanos,
os anjos, e os elementais. Os elementais não tem corpo
físico tão denso como o dos homens, nem tão sutil como
o dos anjos. Posicionam-se entre ambos, com corpo
energético, mente e espírito.

Uma definição melhor é fornecidas nas descrições das
quatro classes de elementais fornecidas pelas tradições
de vários povos e pelas concepções de sábios, estudiosos
e iniciados. Se você quiser invocar um elemental, uma
das regras fundamentais para se obter sucesso nessas
invocações é respeitar a Natureza.

Terra-Gnomos
Os elementais que vivem no corpo atenuado da Terra

que se denomina éter terrestre agrupam-se sob a
denominação geral de Gnomos. Assim como existem
muitos tipos de seres humanos evoluindo através dos
elementos físicos objetivos da natureza, também há
muitos tipos de gnomos desenvolvendo- se através
do corpo etérico da natureza.

Os Gnomos são chamados espíritos das árvores, os
"homenzinhos velhos da floresta". Eles constroem

casas com substâncias que se parecem com o alabastro,
o mármore e o cimento, mas a verdadeira natureza
desses materiais é desconhecida no plano físico.

Afirma- se que cada arbusto, cada planta, cada flor

tem o seu espírito da natureza, que freqüentemente
usa o corpo físico da planta como sua habitação.
Quando uma planta é cortada e morre, seu elemental
morre junto com ela, mas enquanto existir o menor
traço de vida nesta planta, ela mostrará a presença
do elemental guardião.

Os Gnomos sempre se colocaram à disposição dos

homens, desde que este nunca usasse seus poderes
de maneira egoísta para adquirir o poder temporal.
Uma atitude desta, faz com que estes elementais se
voltem com toda sua fúria àquele que os decepciona.

Os Gnomos são governados por um rei, pelo qual

têm um grande amor e referência. Seu nome é Gob;
daí seus súditos serem frequentemente chamados
gobelinos. Os Gnomos casam-se e têm famílias, e
as mulheres gnomos são denominadas gnomidas.
Alguns usam roupas tecidas do elemento em que

vivem.

Em outros casos a sua vestimenta é parte deles

mesmos e cresce com eles como o pêlo dos animais.
Afirma-se que eles sejam muito gulosos e que gastam
uma grande parte do tempo comendo; mas ganham
o seu alimento através de um trabalho diligente
e consciencioso.

Muitos são de temperamento meio avarentos e

gostam de acumular coisas escondidas longe, em
plantas secretas. Existem provas abundantes de que
as crianças pequenas freqüentemente veêm gnomos,
na medida em que seu contato com o lado material
ainda não está completo e que elas funcionam,
mais ou menos conscientemente, nos mundos

invisíveis.

Com os pés descalços, pisando na terra e ao final

da tarde, faça sua Invocação aos gnomos: "Eu vos
saúdo, Gnomos, que constituís a representação do
Elemento Terra. Vós que constituís a base e fortaleza
da Terra, ajudai-me a transformar, a construir
todas as estruturas materiais, assim como uma raiz
fortifica a árvore frondosa Gnomos, possuidores
dos segredos ocultos, fazei-me perfeito e nobre,
digno do vosso auxílio. Mestres da Terra, eu vos
saúdo fraternalmente. Amém".

Com esta Invocação pode-se obter ajuda na aquisição

de riquezas e bens materiais, sempre que solicitadas
em primeiro lugar para o mundo, para as pessoas que
necessitam, para os mais próximos e não somente
para você.








Água-Ondinas
Assim como os gnomos estão limitados em sua função
aos elementos da terra, as Ondinas, os elementais da água, funcionam na essência invisível e espiritual chamada éter úmido. A beleza parece ser uma característica comum dos espíritos da água.

Onde quer que as encontremos representadas na arte e na escultura, são sempre cheias de graça e simetria. Controlando o elemento água - que sempre foi um símbolo feminino - é natural que os espíritos da água sejam com mais freqüência simbolizados como fêmeas.

Existem muitos grupos de Ondinas. Algumas habitam cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; outras têm o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos, entretanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha. Em geral quase todas as ondinas se parecem com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitamos rios e fontes tenham proporções menores.

Normalmente elas vivem em cavernas de corais ou nos juncais à margem dos rios ou das praias. As Ondinas servem e amam sua rainha, Necksa. Elas são antes de tudo seres emocionais, amigáveis para com a vida humana e que gostam de servir à humanidade.

Às vezes são representadas cavalgando golfinhos marinhos e outros peixes grandes, e parecem ter um amor especial pelas flores e plantas, às quais servem de maneira tão devotada e inteligente quanto os gnomos. Os antigos poetas diziam que as canções das ondinas eram ouvidas no vento oeste e que sua vidas eram consagradas ao embelezamento da Terra material.

Esta Invocação deverá ser feita, com os pés descalços, em direção ao Norte e próximo de água corrente ou com uma vasilha de água fresca e cristalina: “Eu vos saúdo, Ondinas, Que constituís a representação do elemento Água; Conservai a pureza da minha alma, como o o Elemento mais precioso, da minha vida e do meu organismo. Fazei-me pleno de sua criação fecunda, e dai-me sempre intuição de forma nobre e correta.Mestres da Água, eu vos saúdo fraternalmente. Amém.” Com esta Invocação, pode-se obter amor, intuição, sensibilidade e tudo aquilo que a água pode nos dar.



Fogo -Salamandras
O terceiro grupo de elementais são as Salamandras, ou espíritos
do fogo, que vivem no éter atenuado e espiritual que é o invisível elemento do fogo. Sem elas, o fogo material não pode existir; um fósforo não pode ser aceso e nem a pólvora produzirá suas chispas.

O homem é incapaz de se comunicar adequadamente com as Salamandras, pois elas reduzem a cinzas tudo aquilo que se
aproximem. Muitos místicos antigos, preparavam incensos
especiais de ervas e perfumes, para que quando queimados,
pudessem provocar um vapor especial e assim formar em seus
rolos a figura de uma Salamandra, podendo assim sentirem
sua presença.

Afirma-se que muitas Salamandras são vistas na forma de bolas ou línguas de fogo correndo através dos campos ou irrompendo nas casas. Para muitos aqui no Brasil, costuma- se chamar estas aparições de "fogo-santelmo". Mas, a maioria dos místicos, afirmam que as Salamandras são seres gigantes, imponentes e flamejantes em roupas fluidas, com uma armadura de fogo.

Elas são as mais poderosas dos elementais e têm como seu regente um magnífico espírito flamejante chamado Djim, terrível e aterrorizante na sua aparência. Os antigos sábios sempre foram advertidos para manter-se a distância delas, pois os benefícios derivados do seu estudo freqüentemente não eram proporcionais ao preço que se pagava por eles.

Elas possuem especial influência sobre as criaturas de temperamento ígneo e tempestuoso. Tanto nos animais como no homem, as Salamandras trabalham através da natureza emocional por meio
do calor corpóreo, do fígado e da corrente sangüínea. Sem sua assistência, não haveria calor.

A Invocação deverá ser feita nas primeiras luzes do Sol ou com a chama de uma Vela, pois o Elemento Fogo deve estar presente. “Eu vos saúdo, Salamandras, que constituís a representação do elemento Fogo, peço, que com vosso trabalho, fornecei a mim poder para resolver tudo, de acordo com a vontade divina, alimentando seu fogo interno, Aumentando minha chama trina do coração. E assim formar um novo universo. Mestres do Fogo, eu vos saúdo fraternalmente. Amém”. Pode-se obter, com esta Invocação, mais força de vontade, coragem, vigor, entusiasmo e bons empreendimentos. Atua no trabalho e na espiritualidade.


Ar-Silfos

No último discurso de Sócrates, tal como foi preservado

no Fédon de Platão, o filósofo condenado à morte diz: ".....
acima da Terra, existem seres vivendo em torno do ar tal
como nós vivemos em torno do mar, alguns em ilhas que o
ar forma junto ao continente; e numa palavra, o ar é usado
por eles tal como a água e o mar o são por nós, e o éter é
para eles o que o ar é para nós.

Mais ainda, o temperamento das suas estações é tal, que
eles não tem doenças e vivem muito mais tempo do que nós, e têm visão e audição e todos os outros sentidos muito mais agudos que os nossos, no mesmo sentido que o ar é mais puro que a água e o éter do que o ar.

Eles também têm seus templos e lugares sagrados em que
os deuses realmente vivem, e eles escutam suas vozes e recebem suas respostas; são conscientes da sua presença e mantêm conversação com eles, e vêem o Sol, a Lua e as estrelas tal como realmente são. E todas suas bem- aventuranças são desse gênero".

Eles são os mais altos de todos os elementais, já que seu elemento nativo é o de mais alta taxa vibratória. Vivem centenas de anos, frequentemente atingem um milênio de idade e nunca parecem envelhecer. O líder dos silfos é chamado Paralda e afirma-se que vive na mais alta montanha da Terra.

Alguns acreditam que os Silfos se reúnem em torno da mente

de um sonhador, dos artistas, dos poetas,e os inspiram com
seu conhecimento íntimo das maravilhas e obras da natureza.
Seu temperamento é alegre, mutável e excêntrico. A eles atribuem a tarefa de modelar os flocos de neves e arrebanhar
as nuvens, tarefa esta que desempenham com a ajuda das Ondinas, que lhes fornecem a umidade.

Esta Invocação deverá ser feita às primeiras horas da manhã e de preferência, caminhando, com os pés descalços, em lugar tranqüilo, portando um Incenso do aroma que você preferir ou de seu anjo da Guarda. “Eu vos saúdo, Silfos, que constituís a representação do ar e dos ventos, portadores das mensagens para toda a terra, eu deposito em vós a minha imensa confiança, pois meus pensamentos, são sempre positivos, voltados para o amor de todas as coisas existentes. Fazei de mim a imagem do esplendor da Luz. Fazei deste pensamento,
meu milagre! Mestres do Ar, eu vos saúdo, fraternalmente. Amém.” Com esta Invocação, pode-se obter a condução de pensamentos positivos, para uma determinada pessoa, para resoluções de negócios ou para uma situação preocupante.

Manifestação
Os elementais não têm conhecimento do bem ou do mal, cumprem
suas funções e obedecem ordens. Não são conselheiros pois não são essas suas tarefas. Ajudam dando informações dos próprios elementos, por ex: "Esta planta está morrendo", "Este cristal está sujo", "O ar está poluido", "O mar está perigoso", etc. Os elementais normalmente se apresentam aqueles que possuem uma maior sensibilidade para poder vê-los, na forma em que imaginamos que eles sejam.

Por exemploo: As maiores informações que recebemos sobre os gnomos, é que eles são aqueles homenzinhos medievais. Assim sendo, um gnomo vai ler a nossa mente, receber a imagem que produzimos a respeito dele e assim ele irá se apresentar a nós. E assim, acabamos nos esquecendo, que em cada região, os elementais irao se apresentar de forma diferente.

Na Europa, temos as sereias como mulheres de pele clara, cabelos
loiros e olhos azuis, porque lá as pessoas tem essa imagem como a de uma sereia (ou Ondina). E a nossa Iara? Ela também é uma Ondina.

No entanto tem a aparência de uma índia, porque quem á via tinha essa concepção do que seria uma sereia. As pessoas do interior não vêem o tal homenzinho medieval (gnomo), e sim o saci-pererê, porque nunca tiveram acesso a livros que falam deste tipo de gnomos que se apresentam nas formas de homens medievais.

O importante de tudo isso, é sabermos preservá-los perto de nós. São criaturinhas maravilhosas, que podem nos ajudar a todo momento, desde que sejamos honestos e sensíveis. Adoram presentes e serem tratados com muito carinho, e principalmente não toleram que poluímos a natureza com químicas, poluentes e outros agentes refratários à ordem natural.
De: "Templo de Avalon - Paganismo, lenda e mitos "

http://rafaelareikitarot.spaces.live.com/Blog/cns!33E60586022AFCAB!928.entry

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ELEMENTAIS DA NATUREZA


No início dos tempos da civilização,
a humanidade teve oportunidade de
permanecer muito tempo em contato
com a natureza e suas forças e estavam
bem a par do relacionamento místico
do homem com os 'espíritos' da
natureza. Essas presenças faziam
parte da vida cotidiana e eram
percebidas nos bosques, no fogo,
na água, no ar, na terra e nas mãos
curadoras de nossas avós.
Muitas comunidades indígenas,
ainda conservam a crença
nestes seres espirituais que
habitam os distintos elementos
da Natureza.
Sua perspectiva é tão atual, que
hoje a chamamos de 'ECOLOGIA',
uma ciência que tenta explicar ao
mundo os motivos pelos quais
devemos respeitar a Mãe Natureza,
pedindo também a nossa colaboração
para protegermos tudo e todos
que aqui vivem.
A magia é uma ciência milenar
que é muito mais do que retirar
coelhos de uma cartola,
mas investiga as Fadas como
'seres elementais' e cataloga-as
como 'elementais do Ar'.
Menciona Gnomos e Duendes
como 'elementais da Terra';
as Sereias e as Ondinas como
'elementais da Água'; as
Salamandras como espíritos
que habitam o fogo e nos
transmitem mensagens através
das chamas das velas.
A magia diferencia ainda, os
anjos dos outros espíritos
naturais, explicando que os
últimos, pertencem ao reino
celestiais.

Os investigadores do Mundo
das
Fadas, são hoje conhecidos como
parapsicólogos, que comprovam
através de experimentos sua
existência e ação. Sabe-se ainda,
que as fadas são difíceis de serem
descritas, pois suas aparições
são muito rápidas, como um
ligeiro resplendor.
Como são seres da natureza,
gostam de fixar residência em
bosques ou curso de rios, mas
há fadas nas cidades, em
parques, em jardins e podem
chegar até dentro de nossas
casas se soubermos chamá-las
adequadamente.

Mas quem realmente crê nas Fadas?
Além de mim, é claro!, poucas são
as pessoas que têm a capacidade
deste 'pensar mágico'. Não os culpo,
pois nossos próprios filhos hoje,
já não têm mais tanto contato com
a Natureza como antigamente.
É quase impossível arrancá-los
do computador ou do vídeo-game,
falo por experiência própria.
Já os adultos, preocupados com
o vai-e-vem do dólar e com as
angústias do dia a dia,
adormeceram suas mentes para
perceber ou apreciar este tipo
de energia tão sútil.

Mas o homem já foi um sujeito
curioso, que um dia olhou para
as estrelas e imaginou que podia
tocá-las. Invadidos pelo 'pensar
mágico', criou telescópios para
olhar mais de perto e desenhou
mapas.
Depois, desejou viajar pelo espaço,
para ficar mais pertinho de Deus.
Construiu, para tanto, foguetes e
acabou alcançando a Lua.
Todos estes avanços comprovam
que qualquer coisa antes de existir
na esfera física, deve primeiro
ser criada em nosso pensament
o mágico.
É O MÁGICO PENSAR QUE CRIA
A REALIDADE!
Proponho a todos alguns momentos
de 'pensar mágico'. Vamos então,
pedindo respeitosa
permissão, navegar pelo Mundo
Mágico dos Elementais da Natureza!
DA

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Amor de Fada


Ane Franco

Extasia-se no olhar
No tinlintar a bailar
Das asas que num embalo
Trazem sonhos ao luar

Beijo de fada é magia
Num entrelace perfeito
Em um céu de fantasia
Fagulhas de amor ao vento

São pedaços de carinho
Que invadem o coração
O brilho prata reflete
Da varinha de condão

E repõe a alegria
Traz um novo entardecer
Num momento consagrado
Faz o amor acender

Quando ama deixa alma
Solta simples a dançar
Pelas noites enluarada
Onde o sonho possa estar

Se transforma pela estrada
Num flor de sedução
Permite ser arrancada
Para estar presa nas mãos

Morre silenciosa
Para o amor exalar
Entre o orvalho da noite
Deixa a lágrima rolar

Traz a ternura nos olhos
Sabe as dores escutar
Realisando desejos
Para o amado agradar

Amor de fada tem aura
Uma luaz purpura a brilhar
Ao som da harpa se espalha
Mas poucos podem escutar

terça-feira, 29 de julho de 2008

Dríades 1


No mundo feérico, as árvores possuem um papel
fundamental. Consideradas moradas das fadas,
desde antiguidade lhes foi associado poderes
mágicos. Algumas possuem poderes mágicos por
si mesmos, como os carvalhos, tratados por
algumas culturas como semi-deuses, ou como
a macieira ou aveleira; em outras seu poder
procede da fada que habita nelas.

Entre as árvores, algumas tem tido um trato
especial entre distintas culturas. O carvalho,
provavelmente, seja o mais respeitado. Os
celtas o honravam como árvore sagrada, os
druidas lhes rendiam culto e para os gregos
era a guardiã de muitas de suas ninfas.
As fadas além de viver nele, usam seus
frutos como talismã.

O Freixo, o espinheiro, o sabugueiro, também
são protagonistas de muitas lendas. O espinheiro
é um arbusto muito visitado pelas fadas. Na
Irlanda são inúmeras as histórias que narram
os castigos infringidos pelas fadas por
havê-los cortado.

Se as árvores possuem poderes mágicos, entrelaçadas
formam uma proteção superior. O carvalho, o
espinheiro e o freixo formam uma combinação
sobrenatural. Em muitas culturas a árvore é
símbolo de perpétua evolução, já que se eleva
sempre em direção ao céu.

QUEM SÃO ELAS?

A palavra "dríade" vêm do latim drya-driadis,
ninfa do bosque para os romanos, que provêm
por sua vez da palavra grega "drys", que
significa árvore em grego. As Dríades seriam
então, as ninfas das florestas e das árvores.
Elas são os espíritos femininos da natureza,
tão conhecidas na Grécia e áreas circunvizinhas,
mas acredita-se que elas habitam todo o mundo.

Dependendo da árvore em que habitam as dríades
recebem distintos nomes. As que vivem nos freixos
são conhecidas como melíades. e as que vivem
nos carvalhos se conhece como dríopes. Sobre as
melíades se conta muitas histórias. Há quem diga
que os druidas faziam suas varinhas mágicas com
ramos de freixo, dada a magia de seu tronco.

A árvore e a ninfa que habita nele se associam
aos poderes curativos e protetores. O freixo
contribui com seu poder para que as crianças
sejam sadias e por isso se faziam berços da
madeira do freixo. Na Grécia dizia-se que as
melíades cuidavam das crianças abandonadas,
fazendo que todos os freixos unissem seus
galhos formando uma espécie de berço com seus
braços, no qual os pequenos dormiam refugiados.

Na Inglaterra se usava como proteção contra os
maus espíritos. As melíades possuem um enorme
amor pela árvore onde reside, por isso ela se
vingará de todo aquele que se atrever a queimar
qualquer galho de sua árvore, usando então a
lei "olho por olho". Queimar um freixo onde
habita uma melíade significa estar exposto
a que ela queime tua casa.

Parentes próximos das Dríades são: as Napaeae,
Auloníades, Hylaeorae e Alsaeides, viviam nos
bosques, ravinas, arvoredos e vales, enquanto
as Oreades pertenciam às montanhas e grutas.
As Hammadríades protegiam e cuidavam de árvores
individuais específicas. Parentes próximos das
Dríades eram também: as Náiades dos bosques,
as Crenae e Pegae dos regatos, a as Limnades
das águas paradas.

Por vezes essas ninfas viviam dentro das águas,
por vezes em grutas. Dizia-se que elas tinham
o dom da profecia e dos oráculos, curavam os
enfermos, cuidavam das flores e protegiam os
campos e os animais. A relação e os poderes de
todas as ninfas eram tão similares que suas tarefas
e áreas de influência eram constantemente
confundidas. Dríades das florestas e árvores,
por vezes cuidavam de lagos e riachos próximos.

Ninfas das águas protegiam os bosques circunvizinhos.
As Dríades se apresentavam com o corpo de árvore,
cabelos de folhas verdes e seios volumosos. Seus
olhos eram dourados e suas vozes eram muito
harmoniosas, como o rufar das folhas das árvores.
Adoravam a música e a dança. Devido serem jovens
e bonitas, eram constantemente cortejadas por Apolo.
Algumas delas, acompanhavam Ártemis em suas caçadas.

Determinadas árvores eram habitadas pelas
Hammadríades que não podiam sair de dentro delas.
Eram humanas só da cintura para cima, pois da
cintura para baixo, seu corpo fundia-se com
o da árvore, fazendo parte de suas raízes.
Elas permaneciam acorrentadas às árvores e
morriam quando elas morriam. Tais árvores
cresciam sempre em lugares remotos, onde
raramente um homem pudesse encontrá-las.

Elas falam várias línguas e sua grande inteligência
permite se comunicar com quase todos os seres
dos bosques. Para que possamos ver uma delas,
devemos prestar a maior atenção na natureza e
nos fixarmos em cada detalhe. Se escutarmos um
leve murmúrio que parece uma melodiosa voz,
provavelmente próxima de nós se encontra uma Dríade.


ENTRE OS CELTAS

Dríades eram conhecidas em todas as regiões
celtas. Os celtas acreditavam que fossem espíritos
que habitavam as árvores, em especial os carvalhos.
Os druidas as contatavam para obter inspiração.
Bolotas de carvalho eram conhecidas como "Ovos
de Serpente" e utilizadas em encantamentos.

A vida de algumas destas pequenas ninfas, como
já falamos, estava sempre ligada à árvore onde
haviam nascido, a qual cuidam durante toda a sua
vida e morriam se ela morresse. A maioria dos
humanos pensa equivocadamente que nada acontece
ao se talhar um árvore, arrancar-lhe folhas,
queimá-la ou cortá-la. Mas se cortarmos uma
árvore em que habita uma Hammadríade, agora
sabemos que estamos matando-a. Contam os druidas,
que quando um carvalho era cortado, soltava gritos
e gemidos de dor que podiam ser ouvidos a mais
de um quilômetro de distância. Observações
semelhantes já foram registradas em outras
partes do mundo.

ENTRE OS GREGOS

Os deuses da mitologia grega protegiam estes
seres pequenos, para que nada se atrevesse a
matá-las, castigando fortemente todo aquele que
destruísse as árvores. Deste modo, aprenderam
os gregos a respeitar a natureza.

Os gregos e os romanos tomavam muito cuidado
para não contrariar as ninfas. Grutas, riachos
e toda a área florestada eram tratados com respeito,
pois nunca se sabia se a ninfa daquela área
se ofenderia. As ninfas eram as companheiras
e Fauno e Pã, os quais eram capazes de instigar
o pânico e o horror sobrenaturais em qualquer
agressor. Nossa palavra "pânico" vem da
habilidade de Pã em incitar o pânico.

Na história religiosa o culto das árvores
teve um papel importante. Nada podia ser mais
natural, pois, no alvorecer da história, a
Europa estava coberta de imensas florestas
primevas, onde as clareiras esparsas devem
ter parecido pequenas ilhas em um oceano verde.

As Dríades seriam reminiscências da era
matrilinear, cuja divindade primordial era a
Terra-Mãe, enquanto a mulher seria a figura
religiosa central. Nesse caso, as ninfas,
divindades secundárias, poderiam ser consideradas
uma extensão da própria energia telúrica, a
saber, divindades menores que representam
Gáia, a grande Mãe Terra em sua união com
a água, elemento úmido e fecundante.

Tudo leva a crer que sim, pois, da união desses
dois elementos, terra e água, surge a força
geradora que preside à reprodução e à fecundidade
da natureza tanto animal quanto vegetal. Desse
modo, as ninfas são a própria Gaia em suas
múltiplas facetas, enquanto matriz de todos
os seres e coisas, enquanto grande Deusa,
cujas energias nunca se esgotam. Por tudo
isso só podiam ser divindades femininas da
eterna juventude.

PARA CAPTURAR UMA DRÍADE

Plante uma pequena árvore sem seu jardim em
um lugar secreto e especial. Quando ela se
fixar no solo e começar a crescer, a dríade nasce.
Conheça a personalidade e o aspecto de dríade
visitando a árvore regularmente.

Abraçar a uma árvore é o mesmo que abraçar a
uma dríade, e a energia e a paz que você poderá
obter através desse ato tão simples vale a pena
por maior que seja a insegurança que possa
você sentir inicialmente.

Quando a árvore entrar em decadência e morrer,
a dríade passará ao Outro Mundo, enquanto que
os restos da madeira voltarão ao bem-estar
e a paz da terra. Ame a sua dríade e sua
dríade amará você!
cont...